Na cidade de Atenas considerada a terra natal do teatro
antigo, e, sendo assim, também do teatro ocidental. "Fazer teatro"
significava respeitar e seguir o culto a Dionísio, deus da uva, do vinho, da
embriaguez e da fertilidade, a princípio, era homenageado pelos primitivos
habitantes da Grécia, por meio de procissões que procuravam relembrar sua vida.
O cortejo era realizado na época da colheita da uva. Os habitantes acreditavam
que dessa forma garantiriam, sempre, uma abundante colheita.
Assim eram as Dionisíacas, até que um corifeu de nome Téspis
começou a percorrer as cidades com uma carroça que se prestava, às vezes, de
palco, e ao redor da qual, se reuniam os espectadores. Em 534 a.C., Téspis,
resolve encarnar a personagem de Dionísio, e transforma a narração feita na 3ª
pessoa, em um discurso proferido na primeira pessoa. Grossas túnicas nos ombros
e tosca máscara sobre o rosto, Téspis desceu solene e grave os degraus do altar
que improvisara sobre uma carroça. Os cidadãos embriagados pelo vinho e afoito
por novidades, comprimiam-se na praça do velho mercado de Atenas, a mais
importante cidade do Estado da Grécia. Inesperadamente, afirma: “Eu sou
Dionísio, Deus da alegria.”!
Festivais
de tetro na Grécia.
Segundo alguns estudiosos, a gênese do teatro grego tem
relação com a realização das Dionistíacas, uma série de celebrações religiosas
feitas em homenagem a Dionísio, deus do vinho. Com o tempo, as danças, gestos,
músicas e poesias preparadas com o intuito de se falar sobre a mitologia dos
deuses acabaria por transformar a encenação em uma prática cultural à parte.
Dessa forma, o teatro nasceria através do culto aos deuses e passaria a falar
de outras situações experimentadas no mundo cotidiano.
Entre os atenienses, o
teatro ganhou uma caracterização especial ao reforçar a existência de suas
instituições e justificar as ações que marcaram o desenvolvimento do
imperialismo ateniense. Logo após a apresentação de uma peça teatral, os
atenienses costumavam exibir as riquezas obtidas através da cobrança de
tributos imposta aos seus aliados. Dessa forma, o teatro se transformava em um
importante palco onde o triunfo ateniense era aplaudido por seus políticos,
anciãos, soldados e eleitores.
Os gregos costumavam organizar
festivais onde diferentes peças teatrais eram encenadas. Cada autor tinha o
direito de inscrever até três peças que, costumeiramente, eram encenadas com a
utilização de máscaras. A atuação só era feita pelos homens, que também
realizavam a interpretação dos papéis femininos. Em certa altura, o teatro
grego passou a se subdividir em duas modalidades: a tragédia, que valorizava os
infortúnios dos homens e dos deuses; e a comédia, que tratava o cotidiano de
forma jocosa.
Por meio
do teatro de comédia e pelo desenvolvimento dos textos críticos e satíricos, a
cultura grega ficou conhecida. Aristófanes (445 – 386 a.C.) foi um dos mais
proeminentes autores desse gênero teatral e se destacou pelo trabalho realizado
em peças como As nuvens, A paz e As vespas. Dotado com forte senso crítico,
esse autor do teatro grego era suficientemente ousado para dirigir seu humor
contra importantes figuras políticas e divindades do mundo grego.
Nome: Jeferson,Rayson ,Williyan,Glaudio,Felipe Ferreira,Eduardo


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